Que saudades de Naná ao passar no Alto do São Roque

Seu filho Barriga escreveu um texto entitulado "Simplesmente assim, Naná", dois anos de saudades.

Que saudades de Naná ao passar no Alto do São Roque

Simplesmente assim, NANÁ 
     (2 anos de saudades)


Relutei em escrever, a vontade foi tanta que saíram essas linhas.
Mandamos celebrar a missa hoje logo cedo na Capela do São Roque, no bairro onde sempre viveu, lindas as leituras, cânticos, homilia muito bonita, parecia que era exclusiva para ela. Presenças da família, amigos, faltaram alguns em função do trabalho, distância.
Dois anos se passaram, quando ela se foi no início da manhã do dia 6 de outubro de 2019. 
Partiu…, sem sofrer como ela pedia, não queria dar trabalho pra ninguém, preferia a morte, que não pude presenciar a pedido dos médicos, naquela fatídica manhã: ela foi em paz, lúcida deixando vários pedidos como a união dos irmãos.

Mãe, minha mãe pessoa extraordinária, alfabetizada, porém em dado momento era filósofa, psicóloga, economista, pai, mãe corretiva, meiga com uma doçura fantástica. Viveu para servir.
Amava animais principalmente cão e gato. Já teve vários. Nos deixou um gato, que de tanto sentir a falta dela morreu no final do ano passado.
Lembro com saudades das cobranças dela, quando deixava de ir um dia vê la, filosofava: “ mandei ligar pra você e você me deu o c. como resposta.”  rsrsrsrsrs.
Apesar de às vezes já ter ido vê la!
Todos que a conheceram sabem que D NANÁ era assim.
Porém, vivi minha mãe intensamente, está, abaixo de Deus, acima de tudo e de todos. NANÁ é minha luz, meu exemplo, minha VIDA.
Sempre, sempre em 1o.plano, em qualquer situação, meu orgulho, quem educou- me,
deu- me lições de vida, cidadania, de honestidade: ai de algum de nós ( Dinho, Célia, Kito, Eu, Jorge, Zemi ou Caçote), que levássemos pra casa, qualquer coisa de origem duvidosa, era porrada na certa.
Adorava nadar, rio, mar ( água), sempre nadávamos juntos, confiava em mim.
Nos rios e poços da Chapada bastava eu falar: “… mãe, pode se jogar.” Porém, ao terminar a fala ela estava nadando.   
No Suape, em Madre D’eus atravessávamos a nado!

Ciumenta, porém contornável.
Não sabia disfarçar, quando “ cismava” com alguém.
Os NETOS, todos eram 
o “xodó “ dela.
Amava viajar, estava sempre pronta, fosse para qualquer lugar.
Sinto falta, muita falta dela, das noites mal dormidas ao seu lado, das festas juntos, dos passeios, em especial da CalangoTur pra Chapada Diamantina. Ela se preparava o ano inteiro, para encontrar os AMIGOS da Pousada Ecológica, em Andaraí.

A realidade é que ela se foi há 730 dias.
Muitas lembranças, saudades eternas dos anos, meses, dias, horas, minutos, segundos que ela permaneceu entre nós, além dos 9 meses na quentura da barriga dela.

NANÁ não tinha preferência por filhos, ela sempre protegia os mais “ necessitados” do momento.
Sem vaidades, se conformava com o quê possuía, sempre agradecendo a DEUS.

Duas coisas que minha mãe queria e eu não pude realizar, não deu tempo em razão da enfermidade dela:
1-uma viagem de navio ( cruzeiro);
2- e viajar de avião.
Por tudo isso, não ficou chateada.
Com um sorriso franco, aberto, minha MÃE era:
SIMPLESMENTE ASSIM, NANÁ! ( uma homenagem de 2 Kilos, em um dos passeios da Chapada nas camisas.)

Sei que está feliz ao lado do PAI CELESTIAL e de meu Pai FLÁVIO, lá no céu, pelo legado deixado aqui na terra ao longo dos seus quase 92 anos, bem vividos!

Saudades retada de você NANÁ, minha doce mãe…

SSPASSÉ, 06 de outubro de 21-   23: 49 horas 

                             BARRIGA 
                                  seu filho.